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Mostrando postagens de 2024

De Onde Surgiu a Ideia Para O Jardim das Torres

  Essa história começa com um desejo simples: criar algo baseado em alguma "princesa".    Não é segredo que mesmo parecendo "inadequado", eu tenho um certo tipo de amor pelas princesas da Disney. Os contos originais, totalmente diferentes, também me atraem. Acho muito interessantes como essas histórias, tão antigas, ainda ganham novas versões e adaptações. Com isso em mente, a primeira história que me veio à cabeça foi a da Rapunzel - a garota aprisionada em uma torre.   Aqui, ela não é a protagonista, é quase um acontecimento. Rapunzel, como sabemos, é uma jovem aprisionada em uma torre e salva por um príncipe. Isso gera, muitos anos depois, o que conhecemos no meu livro como a tradição do Jardim das Torres - um jardim parcialmente escondido, cercado por um paredão de pedra - como em Enrolados - onde diversas torres foram construídas para que garotas nobres de todos os reinos pudessem vir e esperar por um príncipe corajoso.   É essa história que a protagonista...

O Paralelo entre Melissa e Damian

[O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS ATÉ O TERCEIRO LIVRO DA SÉRIE PROMESSAS QUEBRADAS]   Quem leu Promessas Quebradas notou que Melissa e Damian não podiam ser mais opostos. Ou será que não?   Melissa, a protagonista, é apresentada como mocinha desde o início da história. Damian, como vilão desde que se revela em seu primeiro crime visto explicitamente pelo leitor: ele assassina Melissa, jogando-a de uma escada.    Antes disso, dois de seus crimes se passam ocultos: o desaparecimento de Estela, mãe de Melissa, e a morte do médico da cidade.   A protagonista trilha um caminho que não vimos muito, mas pequenas migalhas vão surgindo ao longo da história, mostrando que em determinado momento, ela se rendeu à um lado sombrio e cometeu atos dos quais se arrependeu.   Damian, no século 16, logo após sua transformação, também se viu num beco sem saída: ele, como Melissa, perdeu sua família, sua casa, seus amigos e sua vida por causa de alguém com más intenções, uma v...

Entrevista com a autora Gizelle Porcini Garcia

   Ela estreou em 2023 com uma romantasia atual com viagem no tempo e conseguiu fazer isso muito bem. Gizelle Porcini Garcia, paulista de 25 anos, lançou no ano passado o romance "Cuidado com o que Deseja, Scarlett", e eu, como amiga e leitora (e também estudante de jornalismo) não pude deixar de fazer uma rápida entrevista com ela.   Para começarmos, fale um pouco do seu livro.   Gizelle: "Meu livro é um misto de comédia romântica com fantasia e um leve toque de ficção científica. É uma história sobre ter a oportunidade de conhecer alguém que você realmente gosta e admira. Todo mundo já teve um crush. Alguém por quem é ou foi apaixonado em segredo ou abertamente. Scarlett - a minha protagonista - no caso, estará representando todos que já estiveram nesta posição de fã de alguém ou admirador. "   De onde surgiu a ideia para "Cuidado com o que Deseja, Scarlett"?   Gizelle: (Risos) "Acredito que da minha própria vontade de poder viver uma situação parec...

Lista de Tropes Literárias

    Q ue tal uma lista de tropes literárias para saber onde sua história se encaixa?   Enemies to lovers:  Inimigos para amantes, o clássico "ódio se tornando amor". Minha trope literária favorita de todos os tempos.    Friends to lovers: Amigos para amantes. Algo confortável. Talvez amigos de infância, o que torna tudo ainda mais fofo e romântico.   Strangers to lovers: Estranhos se tornando amantes. Simples.   Fake dating: Um namoro falso por conveniência? Alguns bons relacionamentos surgem daí!   Triângulo amoroso: Esse nem precisa de explicação. Afinal, quem nunca viu uma protagonista sendo disputada por dois boys? Alô Elena Gilbert...   Segunda chance: Seu personagem sentiu vontade de ligar para o ex e dar outra chance pra ele? Então essa é a trope do seu livro.   Slow burn: Um romance que vai crescendo devagarzinho entre o casal, sendo desenvolvido com muita calma.   Fast burn: Um romance oposto ao slow burn, e se desenvo...

Uma carta para aquele garoto

  Oi. Esta é a carta que eu nunca vou te entregar. É também uma coleção de pensamentos, o desabafar de alguém péssimo em se comunicar e se expressar em voz alta.   Você me conhece tanto quanto eu te conheço e isso faz de nós dois completos estranhos. Em algum momento, você quis me conhecer e eu quis te conhecer também. De repente, você mudou de ideia. Eu, não.    Talvez eu não tenha sido interessante o suficiente? Bonita o suficiente? Insistente o suficiente? Ou talvez aquele livro esteja certo e "nem todos vão conhecer o amor".   Você foi a primeira pessoa de carne e osso a abrir meus olhos para uma possibilidade. Todos os meus amores sempre foram feitos de tinta, papel e palavras. E agora, a única alternativa que tenho é te transformar num deles, eternizando-o em algumas páginas.   Eu não vou falar sobre destino, deuses do amor ou linhas vermelhas ou douradas, mas sobre um sentir , uma sensação de que talvez, só talvez, fosse você quem eu estava procurand...